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Cartas para Estranhos #17

por Catarina d´Oliveira, em 05.11.15

Não é sempre fácil, sorrir. Há dias em que pode ser a coisa mais difícil, e há dias em que pode ser e é uma espécie de tarefa. Mas sorrir não é só uma contração de músculos. Sorrir é uma filosofia. Assim como viver.

 

 

 

"Querido/a Estranho/a,

Há tantas pessoas no mundo que acordam com um olhar carregado e a alma afogada... e talvez isso aconteça porque se esqueceram de como se sorri, e talvez tu sejas uma dessas pessoas.

Vês o mundo por tudo o que ele é, e por tudo o que não é. O que deves fazer é escolher ver o mundo da forma que desejas que ele seja para que cada dia represente uma nova aventura.

Tenta passar a acordar com um sorriso, mantém um espírito positivo, torna os teus sonhos realidade. Faz aquilo que te faz feliz e pratica uma boa ação - deixa uma notinha positiva ou ajuda alguém a atravessar a estrada; é fácil fazer algo pequeno que tenha um grande significado.

Acima de tudo, nunca te esqueças de quem és, e não tentes ser outra pessoa. Não estás sozinho/a. Há tantas pessoas que mudam e se esforçam tanto para serem o que os outros querem... ÚNICO/A - é o que tu és. Por isso tenho um objetivo para ti e para hoje: faz um amigo novo e mostra-lhe o que realmente és - prometo que vais surpreender-te.

 

 

De uma estranha que se preocupa contigo"

 

 

 

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Do dia em que quem recebeu uma carta... fui eu!

por Catarina d´Oliveira, em 07.10.15

Por vezes, é difícil perceber em que medida é que aquilo que fazemos acaba por afetar os outros - seja no ato mais grandioso ou no mais humilde, ou seja no espírito mais positivo ou mais negativo. Há, no entanto, uma série de sinais, de confirmações e de afirmações que vamos recebendo pelo caminho que nos vão assegurando por onde seguir. Linhas que nos guiam, forças que nos apoiam, vozes que nos confortam.

 

Foi quando passava mais um dos meus inescapáveis momentos de diminuição de fé humana que tive mais uma prova resoluta daquilo que devo fazer e continuar a procurar. Quando passei por mais um momento de dúvida, alguém que nada tem de invisível mas apenas um pouco de desconhecido esteve lá para dar-me a mão e relembrar-me de tudo o que vale a pena.

 

Foi nesse dia, em mais uma ação de voluntariado de sábado à noite, que foi a minha vez de receber uma carta.

 

amigo.jpg

 

 

 

Olá,

 

Sim, esta carta é para ti tal como as que deixas para outros.

 

Desculpa, escrevo na máquina de escrever deste século, mas é que perdi a confiança na escrita "à mão" tal como perdi a confiança no desenho "à mão" que já foi a minha arte. Mas é só uma questão de forma, o importante é, claro, o conteúdo! Além de que tenho péssima letra :)

 

Tenho uma admiração por ti, pela tua liberdade de estar na vida. É preciso ter coragem (muita) para se viver assim. Quero que saibas que acho que é assim que se vive. Seja lá o que te digam ou que já disseram ou venham a dizer. Nascemos livres, cheios de bons sentimentos que podem navegar muito além deste "calhau" que está algures no Universo. Parece que, de alguma forma, vamos perdendo isso e vence a "necessidade" de sermos menos livres, menos sinceros e termos menos bons sentimentos. Ou seja, sermos menos.

 

Há mais pessoas como tu. É isso que quero que saibas. Não estás sozinha, não és inadaptada ou "de outro planeta". Este é o teu (nosso) planeta que demorou milhões de anos para se formar até poder receber pessoas como tu. Agora é só limar este "calhau" até torná-lo num jardim.

Continua pois é isso que estás a fazer neste momento.

 

Um abraço deste teu pouco conhecido colega,

Eu

 

 

Não há nada mais que possa fazer ao colega que a escreveu - e que ainda não sei quem é mas que vou tentar descobrir a careca! :P - do que agradecer profundamente o humilde salvamento.

 

Mentira... há algo mais que posso fazer... continuar !

 

 

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