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Conversa Amiga #7

por Catarina d´Oliveira, em 16.09.15

Avisaram-nos que em setembro poderiam existir alterações na escala de voluntários e áreas cobertas e parece tiro certo porque quando isso acontece, lá ando eu a saltitar de lugar. Não me queixo - acho que doses de estabilidade são sólidas na vida, quando temperadas com cheirinhos de mudança. E foi mais uma.

 

Não propriamente uma mudança radical. Voltei ao Oriente, a casa onde comecei, aqui há uns meses.

 

Chegámos a uma hora crítica - estavam a decorrer distribuições de comida, pelo que a estação e toda a área circundante estavam atipicamente vazias. Esperamos e procuramos outros recantos até o movimento do costume se instalar.

 

Não vi muitas caras conhecidas desde as últimas vezes que lá estive, mas consegui reencontrar o saudoso M., uma figura do Oriente que nos habituou desde sempre à boa disposição, às piadas malandras (sem serem malandrecas) e à predisposição orgânica para uma boa conversa. Trocamos dois beijinhos e umas palavras rápidas de lembrança, porque o nosso reencontro a sério estava marcado para mais tarde - já lá iremos.

 

Continuei a andar pelo estação com um colega quando nos aproximamos lentamente de uma dupla de caras novas. Ficamos sem lhes saber os nomes, mas exploramos uma partícula da sua história. Um deles tinha já saído da Índia há mais de 15 anos, tendo-se estabelecido por Algés, onde chegou a trabalhar uns tempos. O Oriente é casa nova de poucos dias. Foi aqui que recebeu o jovem amigo, a quem tem dado a mão sempre que precisa.

 

É uma coisa fantástica esta que encontramos a cada saída. É verdade que há despiques e contendas - como em todas as pequenas ou grandes sociedade. No entanto, não deixa de me surpreender o companheirismo e a entreajuda que encontramos na rua. Quando se tem pouco mais que nada e mesmo assim há a vontade de dar a mão, de apoiar, de ajudar a prosperar. Conforta-me sempre descobrir que se despirmos as pessoas das necessidades fingidas e dos adereços materiais elas continuam a ser... pessoas, e boas pessoas.

 

E foi bondade pura que este Homem me transmitiu, mesmo entre a dificuldade de dançar entre duas línguas que não dominava completamente. Disse-me que já não procurava trabalho mas que já tinha sido feliz, e que os momentos menos bons - como este - fazem parte. "But it's ok. It's life", disse-me a sorrir.

 

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(© Copyright Jim Hubbard)

 

Despedi-me da dupla enquanto o meu colega ajudava o mais novo a orientar a documentação que necessita para procurar trabalho - aqui oferecemos companhia e conversa, mas também podemos potenciar facilidades em diversas situações relacionadas com saúde, documentação e apoios, e ainda retirá-los da situação de sem-abrigo - o que felizmente acontece algumas vezes, mas apenas e só com a mobilização correta e, sobretudo, com o desejo e compromisso total da pessoa que pretendemos ajudar.

 

Foi depois a vez de me sentar um bocadinho com o C., outra cara conhecida de vista mas com quem creio que nunca tinha conversado. Erro crasso, como viria a comprovar minutos apenas depois.

 

E o C. é um exemplo infeliz de uma sociedade mal-agradecida. Não julgamos ninguém com quem nos cruzamos, e muito menos os seus motivos, mas o C. nunca fez (mal) para estar nesta situação. Sem drogas, álcool ou desemprego no currículo, é apenas vítima de um sistema que continua a não funcionar.

 

Durante quase 30 anos foi técnico numa fábrica que produzia bidons. "Há muitos anos, precisávamos de uns 20 homens para fazer un 10 bidons por dia. Agora fazem uns 200 por dia - com dois homens e o resto são máquinas". Não precisou de me explicar a história para deduzir como aconteceu. É um sinal dos tempos industriais, as maquinas a substituírem os homens que, de repente, vêm a sua arte reduzida a um código de um instrumento que não conseguem operar.

 

Mas mesmo em situação desfavorável, o C. tentou fazer por si. "No centro de emprego descobri um curso de robótica que complementava muitos conhecimentos que já tenho. É claro que muito dificilmente empregariam um homem como eu, com 63 anos, mas queria mesmo tentar e sinto que, pelo menos, ia gostar muito". O curso acabou por não acontecer. "Não havia alunos suficientes?" - perguntei a pensar que já sabia a resposta. "Não. Não havia formadores". Fiquei com a sensação de que, em casos específicos, fferecem-se, portanto, fantasias e não exatamente ferramentas úteis. Oferecem-se sonhos que nem sequer somos capazes de suportar. E é tudo profundamente desmotivante.

 

"Trabalhei toda a vida e agora vejo-me nesta situação. Estou melhor que muitos aqui, mas não posso, por exemplo, prescindir de vir aqui buscar comida. Não é que sinta vergonha, mas depois de 30 anos a trabalhar merecia mais dignidade". Felizmente há alguma possibilidade no futuro do C. A reforma na íntegra é possível aos 67 - "vou esperar até lá. Prefiro isso do que levar um corte brutal e ficar quase como estou agora. Não me conseguia manter sozinho na mesma... portanto mais vale esperar..." disse-me com um ar triste mas conformado.

 

Por ali continuamos a conversar mais um pedaço, sobre a preversidade do mercado de trabalho - cada vez maior tanto para novos como para velhos - até o C. partir para casa. "Amanhã cá estou outra vez. Vemo-nos daqui a duas semanas?". Espero bem que sim, caro amigo.

 

Já não sobrava muito tempo na minha noite, mas voltei a cruzar caminho com o M. Entre uma conversa a três que juntou também outro colega voluntário, discutimos os seus tempos no exército, a tropa, os treinos suados e sangrentos, as missões, e as instituições militares do passado e do presente.

 

Mas o que mais me cativou na conversa foi o início, antes mesmo de entrar no domínio de quarteis e botas de biqueira de aço. Porque antes o M. falou-me de pessoas, das suas pessoas. E mais uma vez voltei ao tema da antreajuda.

 

Em poucos minutos soube que o M. não se priva de um bom cigarro, mas que não bebe e trabalha sempre que consegue arranjá-lo. Mas sobretudo soube que o M. é uma pessoa de pessoas. Que leva quem precisa ao médico, que oferece mantas, que guarda pertences alheios, que é ali uma figura de respeito e de solidariedade. Mesmo que, em muitos casos, não lhe seja retribuida a benevolência.

 

É assim que deve ser. Fazer o melhor possível sem esperar nada em troca. Mas se todos o fizermos haverá bondade suficiente para distribuir pelo mundo inteiro.

 

 

 

 

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Conversa Amiga #3

por Catarina d´Oliveira, em 19.05.15

Terminado o (muito) necessário período de experiência, fiz finalmente a minha primeira saída como VACA - que é como quem diz, Voluntária da Associação Conversa Amiga.

 

Depois de uma breve conversa sobre o "test drive" das duas primeiras saídas, pediram-nos sugestões. Tanto eu como o C., um dos outros voluntários que se tornava "oficial" naquele dia, sugerimos a mecânica da rotatividade - atuar em diferentes zonas da cidade ao longo do ano, já que normalmente nos dividimos em grupos espalhados por três ou quatro áreas.

 

"Não é tarde nem é cedo... como hoje temos algumas faltas n'um dos grupos, resolvemos colocar-te noutro diferente, e assim podes já experimentar outra área e ver o que achas". Porreiro - e lá saí com o meu novo grupo por uma noite, liderado pelo L., e com a companhia do R. e de um estudante de medicina muito simpático que veio experimentar, como convidado, uma noite connosco.

 

Seguimos para Arroios, e foi lá a nossa aventura da noite, entre o mercado, o jardim e a igreja que albergam, à noite, as pessoas que durante o dia não vemos por lá. Tirando o senhor M. - esse diz que anda sempre por perto do mercado: "sempre que me quiserem encontrar, é só vir aqui. Não vou a lado nenhum". Lá estava ele, deitado a fumar uma cigarrilha quando nos aproximamos.

 

Depois dos cumprimentos e apresentações devidas, lá ficamos a saber do ponto de situação do Cartão de Cidadão que o íamos ajudar a fazer - uma das coisas que podemos fazer, é facilitar o processo de obtenção de documentação a pessoas em situação de sem-abrigo, e o senhor M. conseguirá o seu novo C.C. sem pagar nada.

 

Recolhemos os dados que faltavam ao processo entre outros dedos de conversa que nada tinham a ver com naturalidades ou datas de nascimento. Nessa noite o Benfica tinha ganho por margem gorda (numa jornada de véspera de ser Campeão), mas o senhor M. não fazia grande caso... "Ouvi falar sim... mas não gosto de futebol. Não acho graça, ganham dinheiro a mais... prefiro andebol Ou hockey. Gosto muito de hockey".

 

Enquanto combinavamos a melhor hora para um encontro com a assistente social que o ajudaria na loja no Cidadão, o senhor M. continuava a contar-nos dos seus gostos  - como prefere cigarrilhas a tabaco normal, ou acordar cedinho quando o sol ainda nem nasceu a ficar a dormir até tarde, ou a ficar só sentado no jardim que há por ali perto, em vez de andar de um lado para o outro.

 

A simpatia e olhar terno do senhor M. dificultou-nos a tarefa de seguir em frente para o próximo espaço, mas a verdade é que a hora de recolha já lá ia "amanhã às 5 já estou a acordar... comigo é sempre assim".

 

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Seguimos para a igreja, e por lá fiquei até a ronda terminar, e sentia-me tão à vontade e perdida nas histórias e estórias daquela gente que podia muito bem ainda lá estar agora.

 

O Zé D. foi o primeiro. Já estava por lá sentado a receber um chá que outro voluntário lhe ofereceu e que agradeceu com palavras simpáticas. O sotaque com que afetava grande parte do discurso fazia adivinhar a origem que não demorou muito a desvendar.

 

A zona norte da madeira foi a sua casa até, na casa dos 20 e poucos anos, decidir explorar as oportunidades do continente. As aventuras partilhadas em apenas duas horas de conversa foram tantas que me é quase difícil jurar que não o conheço há meia dúzia de anos.

 

As memórias da pesca na ilha a que chamam casa foram, todavia, as recordadas com mais carinho. "Conheço todo o tipo de peixe, e já comi de tudo. Não há nada como o peixe, e a vida no mar. Se pudesse tinha passado a vida a mergulhar... sem fato mesmo". E lá seguiu entre as mirabolantes aventuras - quando o irmão se amedrontou com a visão de um pequeno tubarão, quando desaparecia horas sem fim para preocupação da mãe que acalmava com desculpas inventadas, o ano que passou na quinta de uma amiga onde aprendeu a conduzir um carro, as fugas para a outra ponta da ilha sem que ninguém soubesse... uma vida cheia de vida quando ainda nem tinha chegado aos 25. Para ele a vida só vale a pena se for assim, vivida no limite das emoções e das possibilidades e dos riscos.

 

Quanto à sua ilha, à sua casa... "Às vezes ainda vou lá, e visito a minha mãe. Não há nada tão bonito como a Madeira... não há".

 

Por cá esperou-o mais uma vida de trabalho do que propriamente outra coisa, mas não deixou que isso lhe tirasse a alegria ou a sede da adrenalina "agora não, mas quando era mais novo fazia tudo e não tinha medo de nada. Uma vez tive um emprego onde limpava janelas de um prédio altíssimo. Eu limpava por fora e os meus colegas por dentro. Nunca quis usar cordas... só me atrasavam o trabalho. E acabava sempre quando ainda lhes faltavam dois ou três andares. Por isso antes dizia-lhes sempre: 'no final encontramo-nos ali no café que vou lá estar a beber umas minis'. E estava sempre".

 

"Deus me livre!!" - até dei um salto de susto, porque não vi o outro senhor chegar e aproximar-se. Tão simpático e acessível como o Zé D., o Zé M. tem, no entanto, um enorme pavor de alturas. "Eu não conseguia... nem com vinho ia lá!".

 

Aproveitei então que os meus outros companheiros ouviam e participavam alegremente nas conversas do Zé D. para dar algo de mim também ao Zé M. E lá seguiu ele, falando-me dos tempos áureos em que trabalhou em campanhas eleitorais.

 

"Vivia muito bem, e experimentei muito luxo. Por isso já não me posso queixar".

 

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 [fotografia: Miguel Manso; PÚBLICO]

 

 

Mas não foi nas experiências de abundância que se revelou mais nobre. Isso ficou para a vida privada, onde fez e faz tudo para proteger os seus. Incluíndo as mulheres que passaram pela sua vida e com quem mantém contacto "Não vejo a razão para deixarmos de nos falar se em algum momento da vida vivemos tanta coisa juntos". Concordei veementemente e louvei-lhe a perspetiva, que o levou a acrescentar: "Quando me separei da minha ex-mulher, o advogado não sabia como nos dividir as coisas. Perguntou-lhe a ela, e ela disse-lhe para me perguntar a mim. Não havia questão nenhuma... ela ia ficar com tudo e nem havia discussão. Era a mãe da minha filha e não a ia deixar desamparada; não preciso de coisas para nada. Posso voltar a conseguir coisas noutros sítios. Só me importa as pessoas que gosto, e só por elas é que faço tudo. Ai de quem se meta com elas".

 

A noite terminou com esta conversa a ressoar-me na cabeça e a deixar o desejo de voltar a falar com estes dois Zés que me ensinaram tanto em tão poucos minutos. Sobre a importância de saber respirar a vida por todos os poros, de nos embriagarmos nas suas possibilidades sem termos de pedir desculpa ou permissão. E sobre a importância do respeito por quem amamos, sempre.

 

Continuo a achar que, de cada vez que saio, levo mais deles (e da vida) comigo do que o contrário.

 

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Por aí... #11

por Catarina d´Oliveira, em 04.09.14

 


The only way to find true happiness is to risk being completely cut open
Chuck Palahniuk

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Por aí... #8

por Catarina d´Oliveira, em 14.06.14

 

It has long been an axiom of mine that the

little things are infinitely the most important
― Arthur Conan Doyle 

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Até que a morte (n)os separe

por Catarina d´Oliveira, em 05.06.14

[Jardim do I.P.O.]

 

Olhei para o lado e vi-o, a dois bancos de distância. Tinha uma boina pousada na perna direita e uma bengala encostada à perna esquerda. Brincava inconscientemente com um pequeno papel entre os dedos enquanto o olhar andava perdido algures pelo chão e pela amargura da tristeza. Levantei-me e cheguei-me perto.

 

"Importa-se que me sente um bocadinho ao pé de si?". Deu um pequeno salto da quebra da dormência catatónica e arranjou forças para me sorrir e dizer: "claro que não menina... faça favor".

 

Foi esse sorriso, aliado a uma expressão de inequívoca bondade, que me impeliu a perguntar pela sua história, ou antes pela de alguém que é tão parte de si que, numa simbiose perfeita e rara na vida, torna a sua história também a história dele. A história deles.

 

Nos últimos anos, a saúde não tem estado do lado da dona M., a esposa de mais de 50 anos do senhor S. "Nestes últimos tempos tem sido muito difícil menina... e eu já não a consigo ajudar como conseguia, e isso custa muito. Já estamos juntos há muito tempo sabe? E olhe que não foi pêra doce". O que se seguiu foi uma inesperada descrição de peripécias que não pude (nem quis!) interromper. O breve compêndio de uma vida a dois começou no exato momento onde devia - na constatação inescapável do "é ela, é ela a mulher da minha vida" ainda antes dos conhecimentos travados, passando pelas viagens de bicicleta ao fim-de-semana só para a ver, a trabalhosa benção do pai, o casamento comedido, os filhos e até os momentos de dúvida.

 

"Houve duas ou três ocasiões em que pensei mesmo que a gente já tinha dado o que havia para dar... Ora eu me sentia afastado, ora ela... E às vezes foi difícil. Estivemos ali à beira de nos estatelarmos do precipício sabe. Isto de estar muitos anos com a mesma pessoa é muito difícil e a gente às vezes esquece que tem de ralar bem". Para minha surpresa, arranjei coragem para lhe perguntar se alguma vez se tinha sentido arrependido de ter ficado... mas ele nem me deixou acabar a pergunta: "Naaaaaa! Ora essa! Ela nunca deixou de ser a mulher da minha vida. Às vezes vem coisas e uma pessoa pensa coisas diferentes, mas depois lembrava-me sempre, e nunca podia ter estado com outra pessoa".

 

 

Os anos passaram, mas entre dificuldades apareceram felicidades triplicadas. "As nossas netinhas são as coisas mais doces, ora veja lá", disse estendendo-me a carteira onde se via a fotografia de duas meninas a brincar no que me pareceu um parque infantil, mesmo ao lado de uma fotografia de uma senhora. "É ela...?". "Sim...", e os olhos e o coração abriram-se em par.

 

Mas quando se instala a velhice, uma importante parte dos votos de casamento entra em cheque. "É na saúde e na doença, menina. Estou sempre com a minha M., aconteça o que acontecer. E venha o bicho que vier!". Há doenças chatas e cruéis, mas o cancro (sim, fiz questão de escrever em minúsculas) é particularmente perverso não só para a vida que coloca em perigo, mas de todos os que a rodeiam.

 

Segundo os médicos, o bicho não deixa a M. muito mais do que meros meses de vida, mas o espírito de S. não se quebra: "conta tudo até ao fim. Só não quero que ela sofra, e que esteja sozinha... mas isso vou estar cá sempre também. Ela sempre me aturou estes anos todos e sempre me ajudou. Eu só faço o mesmo agora. Todos os dias que for preciso, enquanto me conseguir pôr em pé. Até que a morte nos separe".

 

Reparei que o senhor S. se emocionou ao longo destas últimas frases, e o que senti dentro de mim também nunca vou esquecer. Contraiu-se tudo primeiro, e depois houve uma explosão. Simultaneamente sentia-me a arder e tinha calafrios na espinha, e depois também senti os olhos humedecerem-se. E percebi porquê.

 

Ser testemunha de um Amor assim é um privilégio. E mais uma vez, quando pensei ir ao encontro de uma história de dificuldade e assombro, encontrei uma história de Amor. Por mais voltas que dermos, é sempre aqui, à mais humana de todas as emoções, que acabamos por chegar.

 

Aproximei-me e dei-lhe um abraço. Agradeci-lhe a partilha, agradeci-lhe o enorme Senhor que é (e que não gosta de aderir à moda das selfies da gente nova), e agradeci-lhe por alimentar um Amor em que, hoje em dia, tanta gente parece não querer acreditar. Prometi voltar.

 

Vou voltar.

 

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